A conclusão do texto é de 2004 e precisa de muitas mudanças e correções, mas a situação não mudou muito desde lá:
“As tiragens recorde da maioria das publicações que atenderam ao chamado do público por reportagens cujo fio narrativo fosse especialmente humano comprova parte do sucesso de uma abordagem mais pessoal do texto jornalístico. O sucesso editorial de revistas como Realidade e Trip atestam, em dois tempos distintos para a imprensa brasileira, a viabilidade de um projeto alternativo para a situação das grandes redações.
O interesse do leitor esbarra – e continua soterrado sob uma pilha de pesquisas de mercado que mascaram – na maioria das vezes em que a miopia não só dos donos como dos editores das grandes publicações brasileiras fica clara. O público sente isso e segue sua tendência de desinteresse.
Enquanto os editores dos grandes jornais não descerem de seus escritórios para perceber o que está acontece, a imprensa brasileira continuará perdendo a chance do grande salto de qualidade investigativa. Bons exemplos foram analisados ao longo deste texto, o que não impede o autor de admitir o filtro feito para tentar explicar o Jornalismo Gonzo no Brasil.
Além da possibilidade de iniciar novos estudos, as referências deixadas de fora têm força para suscitar outras teorias que possam aprofundar a prática e o discurso.”
Como pode se notar, atualizar a situação do gênero no jornalismo brasileiro é algo que precisa ser feito.
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